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6 em cada 10 cigarros consumidos no Paraná são ilegais, diz fórum nacional

Estado concentra rotas de contrabando na fronteira com o Paraguai e lidera apreensões no país.

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Por Redação do Oeste Notícias

21/03/2026-09:00

Fonte: G1

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Cerca de 60% dos cigarros consumidos no Paraná são ilegais, quase o dobro da média nacional, de 31%. Os dados são do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP) e representam o maior índice no estado desde 2021.

Segundo a Receita Federal do Brasil, em 2024 foram apreendidos mais de 70 milhões de maços de cigarros contrabandeados, avaliados em R$ 385 milhões. Naquele ano, o Paraná concentrou 47% de todas as apreensões do país.

C.Vale

Em 2025, o volume caiu para R$ 334 milhões. Até março deste ano, foram apreendidos cerca de R$ 50 milhões e pouco mais de 7 milhões de maços, o equivalente a 41% do total nacional.

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De acordo com a Receita, a região de Foz do Iguaçu, no oeste do estado, é uma das principais portas de entrada do contrabando do cigarro.

“Quase 53% das apreensões feitas no estado e mais de 1/5 das apreensões no país, neste ano, aconteceram em Foz”, afirma Jose Antonio Bassoni, chefe de comunicação do órgão na região.

O presidente do FNCP, Edson Vismona, diz que a posição geográfica favorece o crime.

“O Paraná é um estado estratégico, com a fronteira que tem de Guaíra até Foz do Iguaçu, com o Paraguai, e todo o lago de Itaipu. Então temos muitas frentes de entrada de produtos ilegais”, explica.

Atualmente, cerca de 85% dos cigarros ilegais entram no país pelas fronteiras do Paraná e do Mato Grosso do Sul. A maior parte vem do Paraguai e é distribuída para todo o Brasil.

O FNCP estima que o mercado ilegal movimentou R$ 1,8 bilhão no Paraná em 2025. Só em perdas de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o prejuízo chega a R$ 660 milhões.

Impostos sobre cigarro
A diferença de impostos entre os países é um dos principais fatores que, segundo os pesquisadores, incentiva o mercado ilegal.

No Brasil, a carga tributária sobre o cigarro varia entre 70% e 90%. No Paraguai, a média é de 13%. Isso faz com que o produto ilegal chegue ao consumidor até 40% mais barato.

Segundo Vismona, os produtos ilegais são facilmente encontrados em comércios brasileiros, como barraquinhas nas ruas, bares e padarias.

"Geralmente está escondido, mas quando o cliente pede de forma mais discreta, é oferecido porque é mais barato e não paga imposto", conta Edson.

Fábricas ilegais de cigarro
Além do contrabando, as autoridades também apontam o crescimento de fábricas clandestinas no Brasil, que produzem cigarros sem controle sanitário e sem pagamento de tributos.

"Temos verificado também as fábricas clandestinas, que produzem o cigarro sem pagar qualquer imposto, sem obedecer qualquer regra da Agência Nacional de Vigilância Sanitária dentro do território nacional, falsificando inclusive marcas paraguaias”, diz Edson Vismona.

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