O escândalo que envolve membros da Igreja Católica em Cascavel continua gerando graves desdobramentos. Até o momento, foram identificadas nove possíveis vítimas do padre Genivaldo e duas denúncias que envolvem o ex-arcebispo Dom Mauro Aparecido dos Santos, que faleceu em 2021 devido a complicações da Covid-19.
Segundo o secretário de Segurança Pública do Paraná, Hudson Teixeira, esses são os números atuais de denúncias formalizadas, mas novas vítimas podem surgir a qualquer momento. Com relação ao ex-arcebispo, apenas uma vítima confirmou o abuso até agora. No entanto, há uma investigação em andamento sobre um possível caso de estupro de vulnerável contra uma criança de 3 anos, atribuído a Dom Mauro.
Hudson também afirmou que, desde 2021, todos os membros da Igreja Católica na região de Cascavel estão sendo investigados. O objetivo é identificar quem tinha conhecimento das denúncias e quais providências foram tomadas, ou não, pela instituição.
De acordo com o coronel, existe um boletim de ocorrência que denuncia o estupro de uma criança de 3 anos, além de relatos de vítimas que tentaram suicídio após os abusos.
As autoridades informaram ainda que a maioria das vítimas eram seminaristas ou pessoas em situação de vulnerabilidade, que procuravam a Igreja em busca de tratamento ou apoio espiritual.
Padre Genivaldo foi preso temporariamente
O padre Genivaldo foi preso de forma temporária no último domingo (24) durante a Operação Lobo em Pele de Cordeiro. Segundo Hudson Teixeira, a prisão permite que a delegada responsável conduza o caso com mais segurança. Ele também afirmou que há possibilidade de a prisão ser convertida em preventiva nos próximos dias.
Jovem teria sido abusado após relatar homossexualidade ao padre
A delegada Thais Zanatta, responsável pelas investigações, revelou outro caso: um adolescente de 16 anos teria sido abusado sexualmente pelo padre aos 15 anos, após confidenciar ao religioso que era homossexual. O abuso teria ocorrido logo após essa revelação.
Clínica do padre também é investigada
Outro caso registrado há cerca de duas semanas ocorreu em uma clínica onde o padre atendia pacientes. As autoridades suspeitam que o padre dopava os pacientes para cometer os abusos, prática que está sendo investigada.
Caso de 2008 volta a ser analisado
Um possível abuso ocorrido em 2008 também está sendo analisado, embora até o momento não existam provas diretas que liguem o padre Genivaldo ou Dom Mauro ao crime.
Investigações continuam e novas denúncias podem surgir
O caso segue em investigação pela Polícia Civil, e há expectativa de que novas denúncias sejam formalizadas nos próximos dias.