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Após demissão de número 2, outras sete diretorias da Abin devem passar por mudanças, dizem fontes

Reestruturação acontece após operação da PF apontar suposto esquema de espionagem ilegal apelidada de "Abin paralela".
Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil
Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

Após a demissão do número dois da Agência de Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alessandro Moretti, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também pretende mudar o comando de outras diretorias do órgão.

Segundo apurou a CNN, a expectativa é que outras sete diretorias da Abin passem por uma reestruturação nos próximos dias. São elas:

  • Departamento de Administração e Logística;
  • Departamento de Contrainteligência;
  • Departamento de Inteligência Externa;
  • Departamento de Inteligência Interna;
  • Centro de Pesquisa e Desenvolvimento para Segurança das Comunicações;
  • Departamento de Operações;
  • Escola de Inteligência.

Nesta terça, Lula exonerou Moretti do posto que ocupava na Abin. No lugar, escolheu Marco Cepik que, atualmente, comanda a Escola de Inteligência da agência.

As trocas na cúpula da Abin ocorrem após uma operação da Polícia Federal (PF) revelar uma suposta espionagem ilegal realizada pela agência durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Segundo as investigações, a agência monitorou ilegalmente uma série de autoridades e pessoas envolvidas em investigações, além de desafetos do ex-presidente.

Na investigação, a PF cita um possível conluio entre investigados na operação e a atual gestão da Abin.

Os monitoramentos, segundo as investigações, envolviam o uso do software “First Mile”, ferramenta de geolocalização que permite identificar as movimentações de pessoas por meio dos celulares delas.

O software é capaz de detectar um indivíduo com base na localização de aparelhos que usam as redes 2G, 3G e 4G. Para encontrar o alvo, basta digitar o número do seu contato telefônico no programa e acompanhar em um mapa a última posição.

O uso indevido da Abin teria ocorrido quando o órgão era chefiado pelo deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), aliado da família Bolsonaro. O parlamentar foi alvo de operação da PF. Ele nega participação em qualquer prática de espionagem ilegal.

Com informações da CNN

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