O setor suinícola nacional atingiu um marco importante em 2025, mostrando resultados de investimentos e também da sua resiliência. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção de carne suína alcançou 5,65 milhões de toneladas no ano passado, alta de 5,5% em relação a 2024 e um recorde histórico.
Já em 2026, estimativas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam que a disponibilidade interna de carne suína vem aumentando desde janeiro e atingindo volumes significativos, mesmo diante de um cenário com demanda externa pela carne brasileira bastante aquecida. Esse fator, influenciado ainda por uma enfraquecida demanda interna, ajuda a entender os atuais baixos valores de comercialização dos produtos suinícolas.
Nesta quarta-feira (25/3), em Santa Catarina, o indicador Cepea/Esalq registrou a cotação de R$ 6,51 o quilo para o suíno vivo, mostrando estabilidade no acumulado de março. Já no atacado da Grande São Paulo, a carcaça suína especial estava cotada a R$ 9,95 o quilo, uma queda de 1,49% desde o início do mês.
Para abril, o Cepea estima diminuição no ritmo de abates, o que pode limitar a disponibilidade interna, caso as exportações se mantenham firmes. Além disso, o fim da Quaresma, período que costuma reduzir o consumo, tende a elevar a demanda, podendo resultar em uma reação nos preços internos do animal e dos cortes.
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