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Deputado Dilceu Sperafico assina PEC que propõe responsabilização penal excepcional de menores por crimes hediondos

Proposta altera o artigo 228 da Constituição para permitir redução da maioridade penal apenas em casos de extrema crueldade contra pessoas e animais.

Deputado Dilceu Sperafico assina PEC que propõe responsabilização penal excepcional de menores por crimes hediondos
Foto: Assessoria
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O deputado federal Dilceu Sperafico (União Progressista-PR) assinou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), de autoria do deputado Capitão Alden (PL-BA), que propõe a redução excepcional da maioridade penal em situações específicas de crimes hediondos e de crueldade extrema contra pessoas e animais.

A iniciativa altera o artigo 228 da Constituição Federal, que hoje estabelece a inimputabilidade penal dos menores de 18 anos, para admitir exceção estritamente delimitada, sem extinguir a regra geral. Segundo Sperafico, a proposta “não extingue a inimputabilidade penal, não generaliza a redução da maioridade penal e não criminaliza a infância”.

O parlamentar destaca que a PEC remete a regulamentação a Lei Complementar, o que, segundo ele, preserva flexibilidade normativa, garante debate técnico aprofundado e impede interpretações ampliativas ou arbitrárias,, assegurando o devido processo legal, a ampla defesa e as proteções próprias da pessoa em desenvolvimento, conforme o ordenamento constitucional e infraconstitucional.

No mérito, Sperafico afirma que crimes como estupro, estupro de vulnerável, latrocínio, tortura, homicídio com crueldade extrema e maus-tratos extremos contra pessoas e animais, quando praticados com consciência, sadismo, sofrimento prolongado ou violência extrema, revelam alto grau de periculosidade, incompatível com respostas estatais meramente simbólicas.

Sobre a crueldade contra animais, o deputado lembra que tais condutas já são tipificadas como crime no Brasil e que sua prática em grau extremo é um marcador de risco, frequentemente associado à escalada de violência contra pessoas.

A proposta busca, segundo os autores e apoiadores, proteger a sociedade, interromper ciclos precoces de violência e impedir que a idade seja utilizada como escudo para a barbárie, mantendo o foco em hipóteses excepcionais e juridicamente controladas.
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