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Gripe aviária em plantel comercial seria pior que ‘geada negra’, diz secretário da Agricultura do PR

O secretário Norberto Ortigara esclarece que a melhor forma de conviver com uma doença presente no Brasil é a prevenção.
Foto: Gilson Abreu/AEN
Foto: Gilson Abreu/AEN

Com o registro do 152º caso de gripe aviária no Brasil, na última sexta-feira (2), as preocupações em torno da doença seguem bastante elevadas, admitiu o secretário da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Norberto Ortigara, durante o Show Rural Coopavel, em Cascavel (PR).

Ortigara afirma que o Paraná teria “um cagaço total” se a gripe aviária atingisse o plantel comercial, o que poderia ser muito pior do que a pensão negra, registrada no estado em 1975, que acabou dizimando a produção de café no estado, até então a maior do país.

O secretário esclarece que a melhor forma de conviver com uma doença presente no Brasil é adotar formas de prevenção.

Por conta disso, desde 2011 que a pasta vem alertando a avicultura comercial sobre a necessidade de fechar as instalações para evitar o risco de entrada de aves selvagens, de modo a proteger as propriedades.

“O grande segredo é não deixar a doença entrar em um setor que abate nove milhões de aves por dia, que cresce ano a ano, em um estado que está livre de peste suína clássica e da febre aftosa”, pontua.

Ortigara acrescenta ainda que uma das medidas também impostas no estado é a proibição da realização de feiras que contenham a exposição de aves ornamentais e outras.

“Adotamos várias medidas para tentar evitar ao máximo qualquer risco de contaminação”, conclui.

Segundo o Ministério da Agricultura, desde a primeira detecção de casos de gripe aviária no Brasil, em 15 de maio do ano passado, o estado do Paraná contabilizou treze focos da doença, todos envolvendo animais selvagens.

Com informações da Agência Safras

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