Idosa vivia sem comida, em casa com sujeira e móveis quebrados, antes de agente de saúde descobrir situação de maus-tratos, no Paraná

Agente de saúde percebeu que idosa não estava indo às consultas e decidiu ir ao endereço, acompanhada de uma médica.
(Foto: PC-PR)

Uma idosa de 64 anos foi encontrada vivendo em situação de maus-tratos, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, pela Guarda Civil Municipal (GCM). Isso aconteceu após uma agente de saúde ir ao endereço, por perceber que a vítima parou de ir às consultas, e denunciar o caso. Havia sujeira e móveis quebrados no local, sem comida ou higiene adequadas, segundo o boletim divulgado.

A agente de saúde e a médica que a acompanhou até o Bairro Colônia Dona Luiza, onde a idosa vivia, disseram à GCM que a vítima estava desde dezembro de 2024 sem ir à unidade de saúde, onde faz tratamento psiquiátrico e pega medicamentos.

A GCM verificou no local que, para se alimentar, a idosa estava recebendo doações de uma vizinha que percebeu o abandono.

A RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, apurou que a sobrinha da idosa – encaminhada à delegacia na quinta-feira (28) depois de dizer ser responsável pela vítima – permanece presa e sem direito à fiança. O nome dela não foi divulgado oficialmente e o g1 tenta identificar a defesa.

Prisão da sobrinha
A GCM foi chamada ao local pela agente de saúde, na quinta-feira, depois que ela viu como a idosa estava vivendo.

A corporação afirma que, durante a abordagem, a sobrinha da idosa foi até lá e se apresentou como a responsável pelos cuidados da tia, dizendo que a visitava todos os dias.

A versão, entretanto, foi contestada depois que a vizinha da vítima relatou que fornecia alimentação para a idosa porque a sobrinha ia ao local, no máximo, duas vezes na semana.

A mulher foi presa pelo crime de expor a integridade de pessoa idosa a perigo ou a condição degradante.

A Guarda Municipal afirma que, devido “às condições insalubres em que se encontrava a idosa”, foi solicitado apoio ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que a levou até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para avaliação médica.

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