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Mais de 900 profissionais da Copel estão em campo para restabelecer a energia

Ao todo, 20,5 mil unidades consumidoras estão sem energia no Estado.

Mais de 900 profissionais da Copel permanecem em campo na noite deste domingo (29) para restabelecer a energia em áreas atingidas pelas fortes chuvas em todo o Paraná desde sexta-feira (27). Áreas alagadas dificultam o acesso de equipes da Companhia em diversas regiões. Ao todo, 20,5 mil unidades consumidoras estão sem energia no Estado.

A condição deixada pelas chuvas, especialmente os alagamentos, fez com a quantidade de serviços que precisam ser atendidos pela Copel fique pulverizada em diversas localidades, especialmente em regiões rurais, e com acesso limitado.

ORIENTAÇÕES DE SEGURANÇA – A empresa reitera que, em ocorrências climáticas como esta, é importante o cuidado com a segurança, especialmente em áreas com acúmulo de água. A população deve manter distância de locais onde haja fios rompidos ou postes quebrados.

Em situações de risco, o contato deve ser feito pelo número 0800 51 00 116. A Copel informa que, dependendo do avanço das cheias, poderá desligar a energia por risco de choque elétrico.

VAZÕES – As fortes chuvas registradas nas últimas horas voltaram a elevar as vazões nos principais rios do Paraná. Para este fim de semana, a previsão do Simepar era de precipitação mais intensa e localizada no Centro-Sul e Sudoeste do Estado, mas foi registrado volume bem superior também na Região Metropolitana de Curitiba.

CAPIVARI – O temporal que atingiu a região Leste aumentou rapidamente o nível do reservatório do Capivari, localizado em Campina Grande do Sul, que alimenta a Usina Governador Parigot de Souza. A vazão afluente começou a subir às 16h de sábado, passando de aproximadamente 60 m³/s para 217 m³/s (registro das 14h de hoje).

Para manter a represa no limite seguro de operação, a empresa precisou aumentar gradativamente o escoamento de água pelas comportas do vertedouro e solicitou à Defesa Civil a interdição preventiva da ponte sobre o rio Capivari que fica a cerca de um quilômetro da barragem da usina, na região da A.M.O Piscicultura.

Foi aberto um canal de drenagem junto à cabeceira da ponte para aliviar os efeitos da cheia sobre a estrutura.

IGUAÇU – Houve precipitação intensa ao longo de toda a bacia hidrográfica. A vazão afluente (que chega ao reservatório) na Usina de Foz do Areia dobrou nas últimas 24 horas, passando de 3 mil m³/s para cerca de 6 mil m³/s.

O efeito da cheia e das chuvas estendeu-se rio abaixo, elevando o nível de água nas represas das outras cinco usinas.

Na Usina Salto Caxias, localizada na região Sudoeste, das 7h manhã de sábado até as 14h deste domingo, a vazão afluente saltou de 5 mil m³/s para 20 mil m³/s e ainda pode aumentar devido à instabilidade no tempo.

Como o reservatório da Usina está cheio, esse volume de água está sendo liberado rio abaixo – parte passando pelas turbinas para gerar energia e o volume maior escoando pelas comportas do vertedouro.

AÇÃO CONJUNTA – As equipes de operação da Copel e áreas de suporte trabalham de forma ininterrupta, antecipando cenários e executando as estratégias mais adequadas para garantir a segurança operacional das usinas e reduzir ao máximo o impacto desses eventos climáticos extremos para a população.

Com o indicativo de chuvas intensas que os diferentes modelos meteorológicos apontavam para os meses de outubro e novembro, os agentes de geração das usinas da cascata do Iguaçu, sob coordenação do NOS – Operador Nacional do Sistema Elétrico optaram por manter comportas abertas desde o último dia 6, para reduzir o nível de água dos reservatórios e armazenar parte do volume da cheia observada atualmente.

SEGURANÇA – A Copel mantém contato permanente com a Defesa Civil, que orienta os moradores e prefeituras a respeito das providências a serem tomadas diante dos cenários registrados em cada usina.

A Companhia reforça que as comunidades ribeirinhas e frequentadores dos rios devem aumentar a atenção nesses períodos de cheia.

Quando as usinas estão com comportas abertas e vertendo, a correnteza aumenta tanto acima quanto abaixo da barragem e o risco de afogamentos e acidentes com embarcações também é maior.

Com informações da AEN

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