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Mendonça assume relatoria de investigação do Banco Master

O encontro foi convocado pelo presidente do STF, Edson Fachin, e tratou do relatório da PF.

Mendonça assume relatoria de investigação do Banco Master
Foto: Carlos Moura/SCO/STF
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, foi sorteado como o novo relator das investigações sobre o Banco Master. Ele assume o caso após Dias Toffoli pedir para deixar a relatoria na quinta-feira, 12. 

A decisão foi tomada depois que a Polícia Federal (PF) encontrou menções ao ministro no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. O conteúdo está sob segredo de Justiça. Agora, os próximos passos da investigação serão definidos por Mendonça.

O pedido de Dias Toffoli ocorreu após uma reunião dos dez ministros da Corte, que durou cerca de três horas. O encontro foi convocado pelo presidente do STF, Edson Fachin, e tratou do relatório da PF.

Uma reportagem da Agência Brasil mostra que os ministros também ouviram a defesa de Toffoli, que inicialmente pediu para continuar na relatoria. Mas, diante da pressão pública para deixar o caso, aceitou se afastar do comando do processo.

Em nota oficial, todos os membros da Corte demonstraram apoio a Toffoli e afirmaram não haver motivos para suspeição ou impedimento do ministro. O texto destaca que foi o próprio Toffoli quem pediu para deixar o processo.

Os ministros ainda reconheceram a validade dos atos de Dias Toffoli na relatoria e de todos os processos vinculados ao Banco Master. Desde o mês passado, Toffoli vinha sofrendo críticas.

Reportagens divulgadas pela imprensa apontam que a PF encontrou irregularidades em um fundo de investimento ligado ao Banco Master. O fundo comprou uma participação no Resort Tayayá, no Paraná, que era de propriedade de familiares do ministro. Toffoli confirmou ter sido um dos sócios do resort, mas negou ter recebido valores ou mantido amizade com Daniel Vorcaro.
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