Motoboy que trabalhava em dois empregos morre após ser atingido por motorista bêbado no Paraná

Empresário atingiu trabalhador após ultrapassar um ônibus em local proibido.

O motoboy Guilherme França, de 21 anos, morreu na noite de quinta-feira (28) depois de ter sido atingido por uma caminhonete conduzida por um motorista bêbado que invadiu a contramão, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba.

Segundo a Polícia Militar (PM), o empresário Igor Pavin, de 45 anos, atingiu o trabalhador após ultrapassar um ônibus na Avenida São Gabriel. A batida foi registrada por câmeras de segurança. Assista ao vídeo acima.

As equipes de socorro foram acionadas para atender a ocorrência, porém, quando chegaram no local, Guilherme já estava morto.

Conforme a PM, Pavin se recusou a fazer o teste do bafômetro, mas apresentava sinais de embriaguez.

“Ele estava cambaleando, não estava falando coisa com coisa, e não se recordava do acidente, segundo ele. Ele ultrapassou um ônibus na linha contínua e ocasionou o acidente”, detalhou o segundo-tenente Aurélio.

Motorista foi preso, mas liberado em seguida
Segundo a Polícia Civil, o motorista foi preso, mas liberado em seguida, porque permaneceu no local da batida até a chegada das equipes policiais.

O caso é investigado como homicídio culposo na direção de veículo automotor.

Motoboy trabalhava em dois empregos
Segundo o advogado Herivelto Carmona Pereira, que representa a família da vítima, Guilherme tinha dois empregos e ajudava a família no sustento da casa.

“O Guilherme era um menino muito trabalhador, muito esforçado. Tanto é que vai a óbito trabalhando. Estava trabalhando em dois empregos, recém tinha adquirido seu carro, tinha a família que dependia dele, ele ajudava a subsistência da mãe, da esposa. Ele era uma pessoa importantíssima na casa. Jogava futebol quando tinha seu tempo. Era uma pessoa alegre, feliz, motivada”, descreve.

Conforme o advogado, a família buscará pela responsabilização do motorista que causou a batida.

“Uma atitude irresponsável como essa não merece ficar impune. A sociedade tem que entender o tamanho da gravidade que uma conduta como embriaguez ao volante causa a sociedade”, afirma.

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