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Policial

Motorista de app que matou dois passageiros após briga no PR é indiciado por homicídio

Polícia aponta legítima defesa em uma das mortes, mas diz que houve disparos excessivos após fim da agressão.

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Por Redação do Oeste Notícias

17/03/2026-18:20

Fonte: G1

Foto: Mauricio Veinhal/ Conexão 24 horas
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Um motorista de aplicativo foi indiciado por homicídio doloso com excesso após matar dois passageiros durante uma briga em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná. Segundo a polícia, ele também vai responder por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.

O caso aconteceu na madrugada de 1º de fevereiro de 2026, mas o inquérito foi concluído nesta terça-feira (17). As vítimas foram identificadas como Adriano Lima dos Santos e Jeferson Lima dos Santos.

C.Vale

O motorista não teve a identidade divulgada.

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De acordo com a Polícia Civil do Paraná (PCPR), o motorista levava os dois homens e uma mulher quando, após o fim da corrida, voltou ao local para devolver uma bolsa esquecida no carro.

Nesse momento, houve um desentendimento, segundo a polícia. O motorista afirmou que chamou a atenção dos passageiros porque eles tinham derrubado cerveja no carro.

Conforme relato do motorista, dois dos passageiros estavam armadas e um deles tentou sacar a arma no momento da discussão. Nesse momento, ele atirou.

Imagens de câmeras de segurança registraram parte da confusão. No vídeo, é possível ouvir cerca de um minuto de discussão antes do confronto físico. Em seguida, os envolvidos aparecem em luta corporal.

O motorista, vestido com calça clara e camiseta escura, entra em confronto com os dois passageiros. As imagens mostram o momento em que ele atira contra Jeferson, que cai no chão após os disparos. Na sequência, o motorista dispara contra Adriano. Segundo a polícia, parte desses tiros foi feita quando a agressão havia cessado, o que caracterizaria excesso.

Segundo a investigação, um deles estava com um revólver calibre .22 e o outro com uma faca.

A análise de imagens e laudos periciais apontou duas situações diferentes:

  • No caso de Jeferson, a polícia entendeu que o motorista agiu em legítima defesa, uma vez que ele estava armado e iniciou a agressão.
  • No entanto, em relação a Adriano, os investigadores concluíram que houve excesso. As imagens mostram que, após a agressão inicial cessar, o motorista fez novos disparos. O laudo de necropsia indicou que a morte foi causada por hemorragia interna provocada pelos tiros.

“Ele agiu, em relação a uma das vítimas, em legítima defesa, porém, em relação à outra, ele acaba excedendo nos disparos, efetuando tiros desnecessários logo após cessada a agressão”, afirmou o delegado Anderson Andrei Grosso.

Durante a ocorrência, foram apreendidas duas armas de fogo e uma faca. A pistola calibre 9 mm usada pelo motorista estava registrada em nome dele, mas ele não tinha autorização para portar a arma.

O motorista responde ao processo em liberdade.

A defesa informou que as imagens do caso “demonstram a dinâmica do crime” e que vai sustentar a tese de legítima defesa ao longo do processo.

O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público, que deve decidir se apresenta denúncia à Justiça ou pede novas diligências.

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