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Vacinação: Estudo observacional em Toledo é lançado em coletiva à imprensa

O reitor e o prefeito exaltaram o papel primordial na ciência para a superação da Covid-19.

06/10/2021 às 22h27
Por: Redação Fonte: Assessoria
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Nas próximas semanas, Toledo será palco de um estudo observacional que avaliará a efetividade da vacina ComiRNArty, da Pfizer, contra a Covid-19 em um cenário de vida real. A iniciativa, viabilizada pela parceria entre a farmacêutica norte-americana, a Universidade Federal do Paraná (UFPR), o Plano Nacional de Imunização (PNI), o Hospital Moinhos de Vento (Porto Alegre), é um desdobramento da extensão da aplicação do imunizante ao público em geral com 12 anos de idade ou mais iniciada no fim de agosto e teve seus detalhes apresentados em entrevista coletiva à imprensa realizada por videoconferência na manhã desta quarta-feira (6).

Na ocasião, jornalistas de veículos de comunicação locais, regionais, estaduais, nacionais e internacionais enviaram perguntas a autoridades e profissionais diretamente envolvidos no processo: a líder médica da Área de Vacinas da Pfizer Brasil,  Júlia Spinardi; o pesquisador do Hospital Moinhos de Vento, Regis Goulart Rosa;  o superintendente de Responsabilidade Social do Hospital Moinhos de Vento, Luis Eduardo Ramos Mariath; o prefeito de Toledo, Luis Adalberto Beto Lunitti Pagnussatt; a secretária municipal de Saúde, Gabriela Kucharski; a diretora do câmpus Toledo da UFPR, Cristina de Oliveira Rodrigues; e o reitor da UFPR, Ricardo Marcelo Fonseca. Antes de abrir para as perguntas, eles se pronunciaram sobre a importância da parceria e a metodologia que será aplicada na execução do estudo, que será coordenado pelo Instituto de Pesquisa do Hospital Moinhos de Vento e tem o objetivo de avaliar a efetividade do imunizante e analisar os impactos da vacina em prevenção de casos sintomáticos, reinfecção, internações, mortes, efeitos adversos, além de “Long COVID” e consequências em longo prazo atribuídas ao Sars-Cov-2.

O reitor e o prefeito exaltaram o papel primordial na ciência para a superação da Covid-19. “As universidades brasileiras, especialmente as públicas, foram protagonistas desde o início da pandemia, desenvolvendo pesquisas que culminaram em grandes conquistas, como a parceria que permitirá a realização deste estudo em Toledo. Temos orgulho de estar contribuindo do ponto de vista social e científico deste trabalho”, destaca Fonseca. “Em Toledo a gente acredita na ciência, sem a qual não estaríamos vacinando a população, que se enche de esperança a cada dose. Em nome do nosso povo, expresso minha gratidão a todos os profissionais envolvidos, desde os pesquisadores que contribuíram para a criação desta vacina aos que ficaram na ‘linha de frente’ de combate à doença”, agradece Lunitti.

Luis Eduardo e Júlia falaram do compromisso, respectivamente, de Moinhos de Vento e Pfizer com a promoção do bem-estar das pessoas. “Nosso propósito é cuidar de vidas. Temos valores alicerçados no compromisso com a sociedade e estamos orgulhosos de integrar o time que fará este estudo. Estamos abertos à inovação e este estudo representa um grande passo para o trabalho que temos realizado”, pontua o superintendente. “Esta pesquisa tem o potencial de trazer respostas para algumas dúvidas que ainda temos sobre o novo coronavírus. A tecnologia inovadora utilizada em cada dose é algo que já vinha sendo aprimorada ao longo dos anos e o processo foi acelerado em virtude da pandemia. Nossos cientistas não mediram esforços e o resultado se traduz em números impressionantes: até o momento, distribuímos 1,6 bilhão de unidades da ComiRNArty em 120 países, 100 milhões só no Brasil”, ressalta a líder médica.

Coordenador do estudo, Regis falou da parte técnica do empreendimento, detalhando as etapas do trabalho, que terá duração média de um ano a partir do momento em que toda a população com mais de 12 anos de Toledo tiver recebido as duas doses do imunizante contra a Covid-19. “Neste período serão recrutados 4.500 voluntários entre aqueles que procurarem as unidades de saúde do município com sintomas respiratórios e os dividiremos em dois grupos: caso, com aqueles que testaram positivo para o coronavírus; e o controle, composto por quem testou negativo. Nosso objetivo é reunir em torno de 1.500 pessoas no grupo caso e vamos acompanhá-las pelos próximos 12 meses”, explica. “A partir disso, vamos avaliar o impacto da vacinação em massa em desfechos relevantes e em um contexto de alta prevalência de variantes preocupantes, como a gama (P.1) e delta, o que nos ajudará a entender a efetividade da imunização em nosso meio e contribuirá para o desenvolvimento de políticas de imunização baseadas em evidências locais e de alta qualidade”, analisa o pesquisador, que também é médico intensivista. 

Todas as pessoas que testarem positivo e que concordarem em participar do estudo terão seu material coletado para uma análise genômica, a qual permitirá saber qual variante as infectou - um trabalho que será coordenado pela diretora do câmpus Toledo da UFPR. “É importante ressaltar que este estudo é observacional, ou seja, não fará nenhuma intervenção nos protocolos vigentes. Os exames que faremos para detectar as variantes que se encontram em circulação no município servirão de subsídio para as autoridades sanitárias tomarem as melhores decisões em busca da superação da pandemia”, observa Cristina. “É bom que se diga: não estamos testando a vacina em ninguém. A ComiRNAty já passou por todas as fases e já teve sua segurança e eficácia comprovada, com aplicação autorizada em pessoas com 12 anos ou mais pela Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] e pelas principais agências reguladoras do mundo”, frisa.

Gabriela destacou a ótima adesão da população de Toledo à imunização contra a Covid-19, especialmente dos adolescentes de 12 a 17 anos. “Desde o início da vacinação deste público, o número de casos de pessoas com idade entre 10 e 19 anos caiu significativamente. Nos demais públicos a procura pela segunda dose também tem sido alta. Esse resultado reflete a postura do governo municipal e de nossa equipe de estar abertos aos avanços debatidos e pesquisados em nossas instituições de ensino superior, especialmente a UFPR. Essa interação traz imensos ganhos para a população e também para os nossos profissionais”, avalia. “A escolha de Toledo para participar deste estudo reflete e reconhece o trabalho feito com excelência e dedicação dos nossos servidores, desde a prevenção, passando pelo monitoramento, pelo tratamento e até a vacinação. Com respeito aos princípios do SUS [Sistema Único de Saúde] estamos unindo de forma salutar conhecimentos técnicos e vontade política para atingirmos o objetivo que tanto almejamos”, salienta. 

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