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Pernambuco

Família se despede de veterinária vítima da "doença da urina preta"

A veterinária Priscyla Andrade, de 31 anos, se internou em 18 de fevereiro, após comer peixe arabaiana.

03/03/2021 05h00
Por: Redação Fonte: G1
Divulgação
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Familiares da médica veterinária Priscyla Andrade, de 31 anos, que contraiu Síndrome de Haff, conhecida como "doença da urina preta", utilizaram as redes sociais nesta terça-feira (2) para se despedir dela.

No entanto, em nota divulgada às 17h desta terça, o Hospital Particular Português informou: "Até o presente momento, a equipe médica não confirmou o óbito".

Priscyla foi internada na unidade, que fica na área central do Recife, em 18 de fevereiro, depois de ter contraído essa doença rara, causada pelo consumo de peixe contaminado (saiba mais ao final desta reportagem).

Nesta terça, a mãe da veterinária, a empresária Betânia Andrade, publicou uma homenagem à filha nas redes sociais.

"O céu hoje estará te recebendo com muita luz na casa do Pai e aqui jamais esqueceremos da sua humildade, caráter, da sua eficiência como profissional. Seu sorriso vai ficar na minha memória eternamente", escreveu.

A irmã de Priscyla, Alyne Andrade, também fez um um post em homenagem à veterinária.

"Meu amor, você é luz por onde passa, e hoje essa luz irá iluminar o Céu dia e noite, tenha certeza que todos nós ouvimos suas mensagens sobre a vida e não iremos baixar a guarda [...]", disse.

"A vida é um sopro, e você aproveitou cada minuto com sabedoria, ajudou muita gente e continuará ajudando do seu jeitinho ao lado de papai do céu. Que os anjos te recebam com muito amor, e sei que você será meu anjinho da guarda e estará a todo momento ao meu lado me guiando e ajudando no que for necessário."

Sintomas apareceram após almoço
A veterinária foi internada no mesmo dia em que comeu o peixe durante um almoço na casa de uma das irmãs, a empresária Flávia Andrade.

Ao G1, Flávia contou ter visto Priscyla sentir muitas dores musculares após o consumo.

"Minha irmã, quatro horas depois [do almoço], disse que o corpo estava diferente, que estava sentindo uma coisa estranha e começou a se apavorar. A musculatura foi travando. Não é que ela tenha ficado paralisada, ela não conseguia se mexer de tanta dor”, contou a empresária em entrevista no dia 25 de fevereiro.

Priscyla foi socorrida primeiramente em um hospital que não deu o o diagnóstico da Síndrome de Haff. Em um segundo hospital, ela foi internada.

Dois dias depois, ao voltar à unidade de saúde para visitar a irmã, Flávia contou ter descoberto que os sintomas eram de Síndrome de Haff em conversa com um médico.

Segundo a empresária, ele comentou sobre um outro paciente que tinha desenvolvido os mesmos sintomas de Priscyla após ter comido o peixe arabaiana.

O que é Síndrome de Haff?
A doença é causada pela ingestão de pescado contaminado por uma toxina capaz de causar necrose muscular, ou seja, a degradação dos músculos. Outros sintomas da doença são decorrentes desse quadro. A síndrome está associada ao consumo de peixes como arabaiana, conhecido como olho de boi, e badejo.

A forma como o animal é contaminado pela toxina que provoca a doença, no entanto, não é consenso entre especialistas. Alguns infectologistas dizem que a toxina é gerada pelo mau acondicionamento do pescado, mas outros afirmam que a toxina vem de algas consumidas pelo animal.

 

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