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O Oeste do Paraná e a agregação de valores da produção animal – Dilceu Sperafico

O autor é deputado federal pelo Paraná e ex-chefe da Casa Civil do Governo do Estado.
(Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)
(Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

Não foi por acaso que o Brasil se consolidou como principal produtor, transformador e exportadores de alimentos, desde grãos até proteínas animais e peixes, do mundo inteiro. Para isso uniu extensão territorial, clima favorável, terra fértil, topografia adequada, pesquisa e tecnologia, evolução, vocação e tradição da categoria produtora, natureza preservada, sustentabilidade da atividade, capacidade e consciência de produtores, pesquisadores e técnicos, representação política conhecedora de suas tarefas e responsabilidades e confiança de consumidores e importadores do mundo inteiro.

Não por acaso, portanto, o Brasil tem rebanho de bovinos e plantel de galinhas maiores do que sua população humana. Se somados aos rebanhos de suínos, ovinos e outros animais domésticos, os plantéis totalizam 1,9 bilhão de cabeças, além de quantidade incalculável de peixes e abelhas. Essas criações produzem muito mais do que população consome como alimentos, bebidas, tecidos e couros. Os plantéis animais são muito numerosos, ainda mais se comparados com a população humana do País, que soma 203 milhões de habitantes, residentes especialmente nas capitais e regiões metropolitanas dos Estados.

Conforme recente Pesquisa da Pecuária Municipal, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quase todo rebanho animal brasileiro é formado por bois, vacas, galinhas e frangos, totalizando 1,8 bilhão de cabeças. Esse número é cerca de nove vezes maior do que o de habitantes humanos do País e maior do que a população de qualquer outra nação do mundo, mesmo sem considerar também os rebanhos brasileiros de suínos, codornas, cabras e ovelhas, que são mais numerosos do que a população dos municípios brasileiros.

Como já destacamos, a produção de origem animal é muito maior do que o volume de alimentos e bebidas consumidos pela população ou de matérias-primas para a fabricação de roupas e calçados, além de outros subprodutos. Do gado bovino, por exemplo, além da carne e do couro, se consome grande variedade de outros produtos, como biodiesel, fertilizantes, produtos de higiene e até gelatinas.

O Brasil também oferece outros produtos curiosos, como pés de galinha, consumidos que nem pirulito na China, um dos nossos maiores importadores; carnes de cavalos, capivaras e búfalos, todos produtos gerados e comercializados com autorização legal. Existem ainda outros animais criados nas propriedades rurais, além de peixes e abelhas, como são os casos de rãs e jacarés, todos agregando valores à produção primária.

Exemplo da extensão, tradição e evolução da pecuária brasileira está no Oeste do Paraná, que concentra potencialidades, qualidade, diversidade, expressão e transformação da criação de animais no Brasil. A região detém o 1º lugar nacional em rebanho de suínos, plantel de frangos e produção de tilápias. Toledo está no topo do ranking brasileiro em rebanho, abate e exportação de suínos e Nova Aurora lidera a produção de tilápias.

Na criação de suínos, a produção da região cresceu 3,2% em 2021, chegando a 42,5 milhões de cabeças, recorde da série histórica. O município com o maior rebanho foi, mais uma vez, Toledo, com 869,2 mil cabeças. A piscicultura da região chegou a 559 mil toneladas e 4,7 bilhões de reais no valor de produção. A tilápia continua liderando o setor, representando 39,7% ou 2,7 bilhões de reais do valor da produção primária.

*O autor é deputado federal pelo Paraná e ex-chefe da Casa Civil do Governo do Estado

E-mail: [email protected]

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