Romeu Zema (Novo) renunciou, no domingo (22), ao governo de Minas Gerais. O agora ex-governador passou o cargo a seu vice, Mateus Simões (PSD). Durante a cerimônia de transmissão do cargo, Zema, que pretende concorrer às eleições para a Presidência em outubro, fez um discurso em tom eleitoral e criticou o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“O Brasil está sendo destruído por esse governo que está lá em Brasília, o Brasil está sendo destruído pelo mesmo sistema que destruiu Minas Gerais. Mas vou dizer aqui uma coisa para vocês: nós não somos um País fracassado, nós somos, sim, um País roubado. O problema do Brasil não é falta de recursos, é sobra de ladrão”, denunciou o mineiro.
De acordo com o pré-candidato, ele tem andado pelo país buscando ouvir os anseios do povo brasileiro. “[O brasileiro] só quer um País que seja dele outra vez e não mais o Brasil dos intocáveis. Esse País é possível, porque no Brasil nunca faltou gente disposta a fazer a coisa certa”, analisou o ex-governador.
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Zema ainda afirmou que falta respeito por parte do govenro federal “com a nossa gente”. “Foi por isso que nós começamos a mudar em Minas. E agora chegou a hora de mudar o Brasil todo”, acrescentou.
Zema foi de azarão a governador reeleito
Eleito em 2018 após ser considerado um “azarão” no pleito em 2018, Romeu Zema derrotou nomes tradicionais da política mineira — como o tucano Antonio Anastasia (PSDB) e o então governador, Fernando Pimentel (PT) — para chegar ao Palácio Tiradentes (sede do governo estadual de Minas Gerais).
Ao discursar neste domingo, o ex-governador resgatou suas ações durante os dois mandatos, e disse que agora é o momento de “fazer a mesma coisa pelo Brasil”. “Ninguém aguenta mais a farra da corrupção, ninguém aguenta mais viver com medo, ninguém aguenta mais a conta não fechar no fim do mês”, disparou.
Zema tem pretensões de sair como cabeça de chapa pelo Novo nas eleições presidenciais mas, nos bastidores, é um dos cotados para assumir a vaga de vice-presidente na chapa do senador e também pré-candidato, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Romeu Zema, por sua vez, nega a possibilidade.
“Uma coisa que eu não abriria mão é de ser o cabeça de chapa. Eu sempre comandei a empresa, comandei o Estado, já mostrei que sei fazer isso. Agora, na política, nós sabemos que tudo é possível. Vamos ver como vão caminhar as pesquisas no futuro e como serão essas conversas”, afirmou Romeu Zema ao programa Café com Política em janeiro deste ano.




