O deputado federal e vice-presidente do União Brasil em Pernambuco, Mendonça Filho, quer adiar a federação entre a legenda e o Progressistas. O parlamentar chegou a solicitar ao presidente do partido, Antonio Rueda, para encerrar essa união.
“Faltam 15 dias para as filiações e há incerteza nos rumos do partido com a federação, o que gera insegurança jurídica. Não temos de ficar à mercê dessa incerteza”, disse o deputado à jornalistas em Brasília, segundo o site Poder 360.
Mendonça Filho avalia que a federação ainda não estar consolidada prejudica o planejamento do União Brasil nos diretórios estaduais antes das eleições deste ano.
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O deputado federal avalia que o melhor cenário seria Rueda e o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), negociarem a aprovação da federação entre as legendas em 2027.
Na última quinta-feira (12), o Ministério Público Eleitoral (MPE) deu parecer favorável à federação entre o União Brasil e o Progressistas.
O caso deve ser julgado nos próximos dias pelo pleno do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), porque a homologação desse processo precisa ser feita até o dia 4 de abril – data que marca seis meses antes do primeiro turno das Eleições 2026.
Federação entre União Brasil e Progressistas tem impactos em diversos estados
A insatisfação de Mendonça Filho está diretamente relacionada com os impactos da federação entre o União Brasil e o Progressistas nas eleições dentro dos estados.
Em Pernambuco, por exemplo, parte do Progressistas deseja apoiar o prefeito de Recife, João Campos (PSB), em detrimento da aliada de Mendonça Filho e do União Brasil, a governadora Raquel Lyra (PSD).
Mas esse impasse eleitoral entre os dois partidos também é registrado em outros estados, como o Paraná.
O diretório estadual do Progressistas tem afirmado que não homologará a candidatura do senador Sergio Moro, filiado ao União Brasil, ao Governo do Paraná.
A decisão chegou a ser apoiada publicamente por Ciro Nogueira, que afirmou respeito do diretório nacional a decisão do Progressistas no Paraná.




