O El Niño deve retornar entre os meses de junho e agosto de 2026, segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA, na sigla em inglês), órgão monitorador de fenômenos climáticos.
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Porém, o fenômeno pode começar a se manifestar na atmosfera já a partir de maio, com intensificação gradual, avalia a Climatempo. A consultoria indica que o El Niño tenha características similares às de 2023, o que significa possíveis temporais severos, além de fortes e frequentes ondas de calor em diversas regiões do interior do Brasil.
O El Niño se caracteriza pelo aquecimento de pelo menos 0,5ºC das águas do Oceano Pacífico equatorial e, por regra, deixa o ar mais quente e faz com que a chuva ocorra de forma irregular na metade norte do Brasil, com propensão a seca na Amazônia e no Nordeste, e, ao mesmo tempo, aumenta as chuvas no Sul, especialmente no Rio Grande do Sul.
Segundo Vinicius Lucyrio, meteorologista da Climatempo, o fenômeno climático terá um início acelerado, e a expectativa é de que seja, no mínimo, um evento com intensidade de moderada a forte.
“As projeções oficiais mais recentes da NOAA já indicam probabilidade maior de um El Niño moderado ou mais intenso para o período agosto, setembro e outubro. Normalmente o pico costuma ser entre novembro e janeiro”.
O especialista destaca que uma das maiores preocupações com fenômeno é o aumento da ocorrência dos temporais severos, em razão do ar e do oceano mais quentes. O meteorologista lembra que os dois anos mais quentes já registrados no planeta foram 2023 e 2024, marcados pela influência de um forte El Niño.
Influência na temperatura
A Climatempo indica que o período mais frio de 2026 será restrito aos meses de maio e junho, que devem reunir o maior número de presença de ar frio de grande abrangência no Brasil. A partir de julho, essa chance diminui gradualmente com a iminente presença do El Niño.
“A tendência é termos extremos de calor e tempo seco a partir do final do inverno e a primavera de 2026. Isto mostra uma certa similaridade com as condições de 202. Poderemos ter grandes, frequentes, longas e intensas ondas de calor em grande parte do interior do País”, explica o meteorologista.
Já o Sul terá um inverno mais chuvoso que o padrão. De acordo com Lucyrio, os eventos de chuva abrangente, com risco de enchentes, além dos fortes temporais tendem a aumentar consideravelmente na primavera. Essa instabilidade presente no Sul deve atingir também os estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo.





