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Genro acusado de empurrar sogra de 86 anos da escada vai a júri popular pela morte dela, no Paraná

Defesa de André Ferreira alega que queda foi acidental.

Genro acusado de empurrar sogra de 86 anos da escada vai a júri popular pela morte dela, no Paraná
C.Vale
C.Vale
André Ferreira, homem de 47 anos acusado de empurrar a própria sogra de cima de uma escada em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, vai a júri popular pela morte da idosa.

Marlene Foltran caiu da escada do prédio onde a filha dela morava com o marido, André, em dezembro de 2024. Ela passou 10 meses internada e morreu em outubro de 2025, aos 87 anos.

Nesse meio tempo, André - que foi preso ainda em dezembro de 2024 - foi acusado de tentativa de homicídio, passou por audiência de instrução e julgamento e a Justiça decidiu que ele iria a júri popular, por ser acusado de um crime contra a vida.

Após a morte de Marlene, o Ministério Público do Paraná (MP-PR) reavaliou o caso e concluiu que a morte teve relação com queda, e alterou a acusação para homicídio consumado. A mudança foi aceita pela Justiça e, agora, André Ferreira passou a responder por assassinato - agravado por ser contra vítima idosa.

Com isso, a pena máxima aumenta e a condenação pode chegar a até 40 anos de prisão, além de indenização de até R$ 100 mil para a família da vítima.

Até a publicação desta reportagem, ainda não havia data marcada para o júri popular.

Desde o início do processo, os advogados de André Ferreira - Fernando Madureira e Herculano Filho - defendem que a idosa caiu da escada por acidente. Eles também alegam que "não existe no processo prova de que o falecimento dela tenha sido em decorrência da queda, até porque a própria certidão de óbito, que consta no processo, atesta outras causas da morte".

Sarah Ferraz e Angélica Lenz, advogadas da família da Marlene que também atuam como assistentes de acusação, afirmam que lutam pela condenação e avaliam o crime como "hediondo".
Primato
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