Um idoso de 68 anos foi socorrido após levar cerca de mil picadas de abelha enquanto cortava a grama do jardim da própria casa em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná.
O caso aconteceu na segunda-feira (5) e, nesta quarta (7), o homem permanece em leito de observação, em estado estável, segundo o Hospital Universitário da Universidade Estadual de Ponta Grossa (HU-UEPG).
Duas sobrinhas dele, uma jovem de 25 anos e uma bebê de 11 meses de idade, também foram atacadas e passam bem. A jovem levou cerca de 20 picadas e a bebê, uma.
Segundo familiares, há um enxame de abelhas na calha da casa há anos, e nenhum outro incidente foi registrado anteriormente.
Durante o ataque desta semana, o idoso conseguiu espantar os animais jogando água. Familiares contaram que ele não é alérgico a ferrão - fato crucial para ele ter sobrevivido.
O que fazer após picadas de abelha
O Ministério da Saúde orienta que, logo após a picada de abelha, a região afetada deve ser lavada com água e sabão e os ferrões devem ser removidos da pele com uma lâmina ou agulha, sem pressioná-los.
"Evite retirá-los com pinças, pois estas podem provocar a compressão dos reservatórios de veneno, causando a inoculação do veneno ainda existente no ferrão", complementa o órgão.
O Corpo de Bombeiros explica que isso se deve ao fato de que os ferrões continuam liberando o veneno gradativamente e, por isso, a retirada interrompe esse processo. A corporação também ressalta que, em caso de ataques, as pessoas devem proteger o pescoço e o rosto com a ajuda de uma camisa ou outra vestimenta.
"Se a ferroada ocorrer na cabeça e/ou pescoço, procure imediatamente auxílio médico", destaca a corporação.
O médico socorrista Rusllan Ribeiro ainda ressalta que em caso de reações mais graves, como grande inchaço e falta de ar, também deve-se procurar imediatamente por atendimento médico. Uma opção é o acionamento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), por meio do telefone 192.
Cuidados com abelhas
O Corpo de Bombeiros destaca que o calor e a florada da primavera influenciam no surgimento de enxames itinerantes e aumento do número de abelhas nas colmeias.
A alta temperatura também deixa as abelhas, vespas ou marimbondos mais agitados e agressivos, e nesta época do ano é recorrente o aumento do número de ataques.
Para evitar problemas, o Corpo de Bombeiros do Paraná recomenda:
- Evite movimentos bruscos e excessivos próximos a colmeias;
- Não grite, pois as abelhas são atraídas por ruídos, principalmente os agudos;
- Evite operar qualquer máquina barulhenta próximo a colmeias. Examine a área de trabalho antes de usar equipamentos motorizados;
- Ensine as crianças a se precaver e não matar as abelhas, vespas ou marimbondos;
- Pessoas alérgicas a picada de insetos devem evitar caminhadas em áreas de mata, pois para quem é sensível à peçonha, apenas uma picada pode ser suficiente para gerar um choque anafilático;
- Afaste os animais domésticos do enxame porque qualquer barulho pode irritar o enxame e desencadear o ataque;
- Após a picada, a abelha perde seu ferrão e a bolsa de peçonha e morre. Contudo, o mesmo não se aplica às vespas e marimbondos. Após picar eles estão prontos para atacar novamente;
- Em casos de formação de colmeias em residências, o proprietário deve acionar um apicultor especializado para a remoção do foco. Nos casos mais críticos, acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.



