O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, garantiu que há condições políticas para se aprovar o fim da escala 6x1 no Congresso Nacional antes das eleições de outubro. Aliás, ele disse que o próprio calendário eleitoral pode ser uma oportunidade para acelerar as discussões. Mas, segundo o ministro, para isso será preciso uma mobilização popular:
"É plenamente possível. Muita gente vê como uma contradição, eu vejo como uma possível oportunidade. Evidente que eu chamo a atenção dos trabalhadores e trabalhadoras para a necessidade do processo de mobilização e participação ativa desse processo, junto aos seus sindicatos, junto às suas centrais sindicais. Então, eu chamo a atenção disso porque a efetiva participação da sociedade, ele é um motor necessário, importante, no processo de convencimento a cada deputado, deputada, a cada senador, senadora, e ao empresariado também", afirmou.
O assunto é prioridade para o governo; o próprio presidente Lula mais de uma vez já deixou isso bem claro. O ministro do Trabalho afirmou que a mudança na jornada não vai atrapalhar as necessidades econômicas do país. Ao participar do programa Bom Dia Ministro, da EBC, Luiz Marinho também falou sobre o novo salário mínimo e sobre a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês, medida que entrou em vigor no dia 1º de janeiro e que deve injetar R$ 110 bilhões na economia:
"Você pega teu holerite de janeiro e compara com o holerite de dezembro. Quanto você pagou de imposto de renda lá em novembro e dezembro, outubro, novembro e dezembro, e quanto você vai pagar em janeiro. Seguramente você vai ter uma surpresa como se fosse um grande aumento de salário real. Então você vai sobrar dinheiro aí do que você vinha recebendo para você investir nas tuas necessidades", disse.
Ele também comentou a regulamentação do trabalho por aplicativo. Luiz Marinho espera que essa proposta seja aprovada ainda neste primeiro semestre no Congresso Nacional:
"Tem todas condições do Congresso Nacional debruçar sobre esse assunto agora no primeiro semestre e aprovar a regulação do trabalho por aplicativo, que eu acho que seria muito bem-vindos, tanto para motoristas de veículos de quatro rodas como também para os motofretistas, os mototaxistas, enfim, os entregadores e toda essa questão que se coloca em relação à necessidade de proteção a esses trabalhadores que estão totalmente desprotegidos", disse.
Mas o ministro deixou claro: o trabalho por aplicativo não inclui o serviço de mototáxi. Para ele, autorizar o transporte de pessoas por moto em cidades como São Paulo é arriscado, até por conta da quantidade de acidentes.



