
A presidente nacional do Podemos, Renata Abreu, anunciou nesta quinta-feira (8) o apoio oficial do partido à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República no segundo turno das Eleições 2026. A declaração foi feita após uma reunião com o candidato, parlamentares e governadores eleitos no primeiro turno, realizado no último domingo (4).
“Venho hoje, com muito carinho e responsabilidade, declarar o apoio oficial neste segundo turno ao candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro”, afirmou Renata.
Durante o anúncio, a dirigente destacou o crescimento da legenda nas eleições e manifestou confiança na candidatura do senador. Ela também defendeu que Flávio ouça as demandas apresentadas por prefeitos, deputados e representantes da população para incorporá-las ao plano de governo.
O apoio foi anunciado quatro dias depois do primeiro turno, que definiu a disputa entre Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Flávio diz que apoio não é 'carta em branco'
Ao agradecer o posicionamento do Podemos, Flávio Bolsonaro afirmou que o entendimento com a legenda vai além de uma aliança eleitoral e não representa um alinhamento automático.
“Não é só um apoio formal de um partido, que, óbvio, é importante, mas aqui a gente não está falando de alinhamento automático, a gente não está falando de uma carta em branco”, declarou.
O senador também elogiou Renata Abreu e afirmou que pretende construir uma relação de colaboração com a legenda caso seja eleito.
“Não é uma carta, é um livro que a gente vai escrever junto, Renata. A história do Brasil a gente vai começar a escrever a partir do ano que vem do nosso jeito, com muita humanidade e, eu acho, muita firmeza também”, disse.
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Flávio acrescentou que considera o apoio do Podemos mais amplo do que uma convergência política ou ideológica.
“Esse apoio aqui do Podemos hoje é muito mais do que um apoio político, mais do que um apoio ideológico. É um apoio para a gente fazer o bem para as pessoas, porque 90% das dores dos seres humanos não têm correlação partidária”, afirmou.