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PF faz operação em aldeias indígenas em Guaíra para investigar assassinato de filho de cacique

Ação contou com apoio da Força Nacional.

PF faz operação em aldeias indígenas em Guaíra para investigar assassinato de filho de cacique
Ponto.com
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A Polícia Federal (PF), com apoio da Força Nacional, fez uma operação na manhã deste sábado (24) no oeste do Paraná para cumprir três mandados de busca e apreensão em aldeias indígenas de Guaíra.

Os nomes dos alvos não foram divulgados.

A ação integra a investigação do assassinato de Everton Lopes Rodrigues, filho do cacique da Aldeia Yvyju Avary. O jovem de 21 anos foi encontrado decapitado em julho de 2025 ao lado de uma carta com ameaças às comunidades indígenas e à Força Nacional de Segurança Pública. Relembre detalhes mais abaixo.

A região envolve comunidades indígenas Avá-Guarani e registra conflitos por demarcação de terras há décadas.

À RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, a Polícia Federal informou que entre os itens apreendidos na operação deste sábado (24) estão três celulares, um de cada suspeito.

"A Polícia Federal realizou diversas medidas investigativas, seguindo com diligências a fim de identificar os autores dos fatos e responsáveis pelo homicídio. Os mandados foram cumpridos em três imóveis situados no interior de aldeias indígenas da região, sendo buscados elementos probatórios que colaborem para a identificação dos autores do citado crime. Foram feitas apreensões de materiais que serão agora analisados pela PF", aponta a corporação.

Até a publicação desta reportagem, ninguém havia sido preso.

Filho de cacique foi decapitado
Everton Lopes Rodrigues, indígena filho de Bernardo Rodrigues Diegro, cacique da Aldeia Yvyju Avary, de Guaíra, foi morto em 12 de julho de 2025.

O corpo do jovem de 21 anos foi encontrado decapitado, junto a uma carta com graves ameaças às comunidades indígenas e à Força Nacional de Segurança Pública.

Segundo o Ministério Público do Paraná (MP-PR), o documento dizia: "[...] nós vamos matar mais de vocês, iremos invadir as aldeias já existentes, atacaremos os ônibus com as vossas crianças dentro, queimaremos vivos. Não é uma ameaça vazia, mas, sim, recheada com ódio."

O crime provocou pânico na aldeia. Crianças pararam de ir para a escola, ônibus passaram a ser escoltados e o policiamento foi reforçado na região.

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