Em Dom Feliciano, município do Rio Grande do Sul cuja base econômica é voltada principalmente à agricultura e pecuária, a colheita de abóboras gigantes chamou a atenção do público na exposição de produtos agrícolas realizada no Centro de Eventos Almirante Negro, durante a Festa da Uva, no último fim de semana.
As hortaliças de tamanho avantajado são da variedade moranga e foram cultivadas na propriedade rural de Antônio Carlos Martins de Queiroz entre os meses de setembro de 2025 e janeiro de 2026.
Em entrevista à Globo Rural, o agricultor explica que o plantio, destinado ao consumo da família e também à venda, surpreendeu por resultar em diversas abóboras de grandes proporções. A maior delas alcançou 62 quilos e dois metros de diâmetro. Além dessa, ele colheu unidades com peso entre 30 e 50 quilos e precisou da ajuda da esposa, Tati Queiroz, e do tio, José Ogiba, para colocá-las no reboque do trator e percorrer o caminho entre a lavoura e a residência.
“Eu trabalho na roça desde pequeno, quando acompanhava o meu pai, e é a primeira vez que vejo abóboras desse tamanho. Não fiz nada de diferente durante o cultivo para que crescessem tanto, apenas o cuidado diário e a adubação”, diz.
Além das abóboras apresentadas pela família Queiroz, outros produtos agrícolas cultivados em Dom Feliciano foram expostos na feira da Festa da Uva, como itens artesanais e produtos da culinária local. Mas, de longe, as hortaliças chamaram mais atenção. “As pessoas realmente ficaram admiradas, porque nunca tinham visto nada desse tamanho, né? Elas fizeram muitos vídeos e fotos. Foi bem legal”.
O destino das abóboras
Após o sucesso da colheita e a repercussão na feira e nas redes sociais, Antônio planeja doar parte das abóboras para o consumo de mais famílias do município. Ele também decidiu retirar as sementes da hortaliça de maior peso e distribuí-las a produtores rurais como forma de incentivo para o cultivo.
“A nossa cidade é pequena, e as pessoas são unidas. Não vou cobrar nada. Quero que mais pessoas comecem a produção. E, para quem quiser fazer geleias e doces, vou doar também”.
Para 2027, o agricultor conta que o município gaúcho já pensa em organizar um campeonato para eleger a maior abóbora cultivada. E ele, depois de colher uma unidade com 62 quilos, deseja quebrar o próprio recorde.
“Eu vou tirar as sementes para guardar e plantar novamente. Já combinei com o pessoal do projeto da agricultura familiar. Vamos incentivar mais pessoas dessa forma”, diz.






