Os sobreviventes do grave acidente registrado na madrugada de segunda-feira (5), na BR-116, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, relataram uma tentativa de assalto logo após a colisão que deixou seis mortos e 15 feridos. A informação foi confirmada pela Polícia Civil do Paraná (PCPR), que investiga o caso como uma sequência de crimes de roubo que terminou em latrocínio.
Segundo a PCPR, o acidente teve origem em uma ação criminosa momentos antes da tragédia. A carreta que tombou sobre uma van, que transportava fiéis de uma igreja evangélica, havia sido roubada por um grupo criminoso durante a madrugada. Após o roubo, os suspeitos utilizaram o caminhão para tentar abordar outros veículos que seguiam em comboio no sentido São Paulo, carregados com queijo.
De acordo com o delegado André Felt, inicialmente a ocorrência chegou à polícia como um roubo registrado por volta das 3h da manhã. Imagens de segurança indicavam a abordagem de um caminhão por outro veículo pesado. No entanto, as investigações apontaram que o caminhão usado na ação já havia sido roubado minutos antes pelo mesmo grupo.
Após a tentativa frustrada de abordagem aos caminhões do comboio, os criminosos retornaram no sentido Curitiba. Durante a fuga, o caminhão saiu da rota e acabou bloqueando a pista. Ainda segundo o delegado, na tentativa de subtrair a carga, os suspeitos desatrelaram propositalmente a carreta, fazendo com que ela descesse de ré e colidisse violentamente com a van.
“Foi de maneira voluntária que eles fizeram isso. Eles soltaram a carreta, que voltou de ré e acabou colidindo com o veículo, infelizmente causando pelo menos seis mortes”, afirmou Felt.
Após a colisão, os criminosos fugiram do local. Ainda conforme relatos de sobreviventes da van, um dos suspeitos teria tentado roubar pertences das vítimas logo após o acidente, enquanto elas aguardavam socorro.
Para a Polícia Civil, a ocorrência envolve ao menos dois roubos de carga e uma tentativa de roubo contra os ocupantes da van, culminando em um crime de latrocínio, já que as mortes foram consequência direta da ação criminosa inicial.





