
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse à imprensa nesta terça-feira (13) que o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), está "muito alegre com o resultado" do primeiro turno das eleições, sobretudo com o avanço da direita na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.
"Depois de mais de três meses com essa ordem completamente sem fundamento, proibindo o filho de visitar o próprio pai, visitei meu pai e saio muito feliz. [Ele] tava muito alegre com resultado das eleições, com primeiro turno a gente virando na frente. Muito feliz de ter sido ouvido pela maioria do povo brasileiro, que deu um Senado forte a partir de 2027 e uma Câmara ainda mais forte, mais à direita", afirmou o senador a jornalistas, em Brasília.
Após o encontro com o pai, informou que a "expectativa dele é a melhor possível com relação ao futuro do nosso Brasil". "Agora, falando como filho, feliz de dar abraço nele, ele tá bem. Fazendo piadinhas sem graça que faz sempre e eu rindo da risadas dele", continuou.
"Saio daqui com a energia renovada e vou procurar transmitir pra todo mundo, pra esse energia chegar até vocês, esses gás final até o segundo turno. Doze dias só pra decidir o futuro da nação pelas próximas décadas", comemorou.
Ao autorizar a visita de Flávio a Jair, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve a proibição de manifestações políticas do ex-presidente, inclusive por meio de terceiros.
O senador reiterou que conversou sobre política e admitiu que recebeu "dicas" do pai, mas não quis dar detalhes para evitar eventuais punições ao ex-mandatário.
"Não é que não pode (sic) haver conversas políticas. Como que pode proibir o que vou conversar com meu pai no reservado? Tá bem-humorado, satisfeito com trabalho que vem sendo feito, esperançoso que o Brasil vai mudar. Óbvio que ele dá algumas dicas, só não vou ficar externando porque realmente pode ser interpretado de forma maldosa e acabar sendo revertido contra ele", contou.
O parlamentar ainda negou clima de vitória antecipada na campanha. "Apesar de as pesquisas estarem favoráveis e ao contrário do que eu estou vendo alguns veículos de comunicação falarem, que a gente tá de salto e com clima de já ganhou, [é] mentira", falou.
"Não tem clima de já ganhou na nossa campanha. Tá todo mundo na rua. Os parlamentares, a gente está pedindo pra reativarem suas redes, manterem seus comitês abertos e suas estruturas mobilizadas, e eles estão respondendo a isso", completou, apontando que "falta pouco pra gente tirar o Brasil do cativeiro".