
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (13) a jornalistas que votará a favor da proposta de emenda à Constituição (PEC) que estabelece o fim da escala de trabalho 6x1, em tramitação no Senado. O senador avaliou, no entanto, que "quem vai pagar essa conta vai ser o governo" federal.
"Eu estou rodando o Brasil. A maioria dos trabalhadores querem (sic) o fim da 6x1. Vou votar a favor do fim da 6x1, mas a gente defende algo ainda melhor, sempre", disse o congressista em breve coletiva de imprensa após visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que segue cumprindo prisão domiciliar em Brasília em decorrência da condenação por tentativa de golpe de Estado.
O parlamentar e a sigla dele, o PL, eram contra a emenda constitucional e defendiam a proposta do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio. O texto dele prevê possibilidade de escolha entre CLT e regime flexível baseado em horas trabalhadas.
O colunista Túlio Amâncio, do SBT News, já havia adiantado nessa terça que o PL recuaria da oposição à PEC do fim da 6x1 por receio de atrair desgastes à candidatura de Flávio Bolsonaro a 12 dias do segundo turno das eleições.
"Como que fica a pessoa que trabalha de home office? Como fica a mãe que não tem com quem deixar o filho, só pode trabalhar de tarde ou de manhã? É um processo de evolução, fazer com que o trabalhador tenha direito a uma folga maior, mas a realidade é que Lula quebrou as empresas e endividou as famílias brasileiras", reclamou.
Flávio Bolsonaro repetiu que "a gente", em referência ao PL, "vai votar a favor do fim da 6x1 e quem vai pagar essa conta vai ser o governo".
"Empresários quebrados, sufocados. O governo vai ter que bancar essa compensação. Será necessária a contratação de mais pessoas. Isso tudo a gente tá pesando. Meu voto vai ser conforme a vontade da maioria do povo brasileiro", acrescentou.
O primeiro turno de votação da PEC que reduz a jornada de trabalho semanal de 44 horas para 40h e fixa dois dias de descanso remunerado, sem redução salarial, deve ocorrer nesta quarta (14), no plenário do Senado.
Já aprovada na Câmara dos Deputados, a proposta precisa de aprovação em dois turnos, com votos favoráveis de pelo menos 49 dos 81 senadores.