
Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (24), véspera do segundo turno, mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 51% das intenções de votos válidos – que excluem brancos, nulos e abstenções –, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) marca 49%.
Os dois candidatos chegam ao domingo (25) de eleição, portanto, em situação de empate técnico.
A pesquisa foi feita de 23 a 24 e capta ligeiramente a repercussão do debate da TV Globo de sexta (23), em uma eleição marcada por só dois confrontos que reuniram os principais concorrentes, o menor número em mais de duas décadas.
Ao longo do segundo turno, o Datafolha vinha captando um movimento, ainda que dentro da margem de erro, de encurtamento da distância entre Flávio e Lula.
A primeira pesquisa mostrou o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com quatro pontos de vantagem, em votos válidos: 52% a 48%. Na sequência, a diferença foi para dois pontos: 51% a 49%. No levantamento mais recente, divulgado na quinta (22), os candidatos apareciam empatados em 50% a 50%.
No primeiro turno, Flávio recebeu 56,1 milhões de votos (47,03%) e Lula, 53,9 milhões (45,16%).
O Datafolha entrevistou 4.050 eleitores em todo o Brasil de 23 a 24 de outubro. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, em um intervalo de confiança de 95%. O registro da pesquisa na Justiça Eleitoral é BR-09540/2026.
Campanha acirrada
Todo o período de campanha foi marcado pelo protagonismo de Lula e Flávio, com pouco espaço para os demais candidatos da terceira via. A exceção foi o escritor Augusto Cury (Avante), que ensaiou uma reação na sequência do único debate de primeiro turno. Cury chegou a superar a marca dos 10% de intenções, mas desidratou nas semanas seguintes e terminou com 2,89% dos votos.
Na disputa entre o petismo e o bolsonarismo, forças rivais pela terceira eleição consecutiva, a discussão programática terminou atravessada. As frentes de disputa envolveram desde a lisura de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) até a condição de padroeira de Nossa Senhora Aparecida, passando por suspeitas de interferência da Meta, promessas de quebra espontânea de sigilos bancários e telefônicos e, sobretudo, embates na Justiça Eleitoral, em peças de propaganda e em denúncias de irregularidades.