
As cotações domésticas do milho continuam em baixa, diante da forte desvalorização do dólar em relação ao real e da retração de compradores. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a queda nos preços internacionais (que reduz a paridade de exportação), a produção 2025/26 recorde no Brasil e as exportações em ritmo abaixo do observado na temporada passada também influenciam as baixas.
Na sexta-feira (9/10), o indicador do Cepea para o milho, baseado nos negócios realizados na região de Campinas (SP), registrou a cotação de R$ 67,35 a saca de 60 quilos, queda de 1,92% desde o início de outubro.
Já entre as 39 regiões monitoradas pela consultoria AgRural, 32 registraram baixas para o milho no acumulado da última semana. Em seis praças, os valores ficaram estáveis, e apenas na região da Sorocabana (SP) houve leve alta de 0,1%. A maior queda no período (-10,4%) ocorreu em Sorriso (MT).
Pesquisadores do Cepea indicam que, com as vendas externas enfraquecidas e o bom andamento da semeadura da safra de verão (soja e milho), compradores estão na expectativa de baixas ainda mais expressivas no curto prazo. Parte desses agentes já tem buscado realizar compras para entrega nos próximos meses, com a finalidade de manter estoques confortáveis.
Do lado da venda, apesar da prioridade às atividades de campo, produtores têm se mostrado mais flexíveis nas negociações, seja em valores, prazos de pagamento ou de entrega.